Um outro desenlace para o conto « Abyssus Abyssum» de Trindade Coelho | Ler para Ser

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quinta-feira, 3 de março de 2011

Um outro desenlace para o conto « Abyssus Abyssum» de Trindade Coelho


Os dois irmãos deixaram-se levar pela forte corrente do rio até que o barco foi parando, muito lentamente, na margem do rio. Era já manhã. A neblina que se fazia sentir não permitia que se visse bem. Mesmo assim, por detrás de umas árvores, via-se uma enorme casa coberta por musgo esverdeado, escuro de tão velho ser. Os dois irmãos, tremendo de frio, ainda tremeram mais de medo, vendo aquela casa assustadora.

Um velho lenhador, que vivia nessa mesma casa, apercebeu-se do barulho. Mal abriu a fresta da porta velha e perra, viu os dois irmãos, tremendo de medo e frio.

-Meus pequenotes, entrem, entrem não tenham medo que eu não faço mal.Vê-se pela vossa cara que estão cheios de frio.

-Sim, senhor, muito obrigado, não sabe do que nos tirou.- murmurou o Manel

-Ah, sim? Então o que se passou?- interrogou o lenhador.

- Ontem à tarde, sem a nossa mãe saber, fomos andar de barco. Há já muito tempo que queríamos fazer isto... depois as estrelas, aquela estrela enorme, brilhante, sempre a piscar e a olhar para nós, parecia que nos chamava...perdemos o controlo do barco, adormecemos e viémos parar aqui a sua casa. Estamos perdidos, a nossa mãe não sabe de nós, deve andar muito preocupada à nossa procura!- queixou-se o mais novito.

-Já vos estou a perceber! Mas se quiserem, eu levo-vos para casa, é só dizerem-me o caminho e eu acompanho-vos a casa.

Os dois irmãos e o velho lenhador caminharam pela misteriosa floresta. Ouviam-se chilreios da passarada, uma velha cotovia cantava no cimo de um grande e velho cedro.

Percorreram quilómetros e quilómetros até que chegaram a entrada da aldeia. Era já dia e o

sol ia bem alto. Deveria ser já meio dia quando chegaram a casa.

A mãe apercebeu-se logo da chegada dos seus filhos. Saiu rapidamente pela porta, chorosa , mas também muito alegre por os ver. Abraçou-os e tornou a lembrar-lhes o perigo daquele rio.

Os dois irmãos, com medo da mãe, pensando que ela ia reagir ma,l disseram:

-Minha mãe, pedimos muitas desculpas ! Nós estávamos muito entusiasmados em navegar naquele belo e maravilhoso barquinho. ...Todos os dias, da janela do nosso quarto avistávamos o barco... Desculpe-nos, minha mãe, nós juramos que nunca mais fazemos uma coisa destas. Rodrigo 7º C

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